jan 19, 2015

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Revoltado com Deus – J. Raul Teixeira

J. Raul Teixeira fazia uma palestra na cidade de Nova York, cujo tema era: DEUS.
No final, pessoas fizeram perguntas. Uma delas foi um homem, brasileiro, de Juiz de Fora, onde ele e a esposa foram para lá trabalhar. Ele não fez perguntas, apenas afirmou que não concordou com nada que Raul havia falado. Raul disse:
– O senhor tem todo direito de não concordar. Mas eu gostaria de saber por quê?
 Respondeu o homem:
– Eu vim para cá para organizar minha vida. Eu, minha esposa e minha filha recém nascida. Mas, com 3 anos de idade minha filha morreu. O senhor acha que eu posso crer em Deus? Agora minha mulher voltou para Juiz de Fora e eu fiquei aqui porque minha filha está enterrada aqui.
– Desde quando o senhor está brigado com Deus?
– Desde que minha filha morreu. Como é que Deus faz isso comigo?
– Com que idade o senhor está?
– Com 43 anos.
– Me desculpe, mas o senhor é egoísta. Nestes 43 anos quantas crianças o senhor Já viu morrer?
– Não sei! Muitas…
– Então, nesses 43 anos, quando Deus matava os filhos dos outros o senhor adorava Ele? E quando foi a vez da sua filha Ele já não presta? Reflita meu amigo. O senhor está causando um problema à sua filha, que veio à Terra e resgatou o que devia e já voltou. Sua mulher fez o que devia e voltou para a cidade dela e continua trabalhando como médica e o senhor fica aqui agarrado aos despojos que não são sua filha, são os elementos que sua filha se utilizou para avançar. O senhor vai ficar cada vez mais longe de sua filha, porque ela deve estar acompanhando a mãe que foi trabalhar no bem. E o senhor aqui revoltado com Deus vai adoecer, enlouquecer numa cidade que ninguém o ama e conhece.
O homem começou a chorar copiosamente. Todos no salão ficaram calados. Depois que ele chorou bastante disse:
– É verdade. A minha filha, antes de ser minha filha é filha de Deus. E se Deus já levou tantas filhas e filhos Dele, por que não levaria a que veio aos meus braços?
Mais tarde, Raul soube que o homem havia voltado para o Brasil.

Quando Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, porque deles é o Reino dos Céus”, não se referia aos sofredores em geral, porque todos os que estão neste mundo sofrem, quer estejam num trono ou na miséria, mas ah!, poucos sofrem bem, poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzir ao Reino de Deus.
Ficar reclamando, lamentando, choramingando, revoltado, “culpar Deus e o mundo”, não lutar e desanimar, descontando a dor nos outros não é uma boa forma de sofrer. Além do nosso sofrimento fazemos quem amamos sofrer também.
Deus é Justo e bom, se Ele permite dores e sofrimentos é porque existe uma razão ou uma causa justa.
Quando aceitamos as aflições sem ódio, mágoa ou revolta, ainda que choremos por desabafo, este é o bem sofrer. É preciso ter coragem para enfrentar os problemas quaisquer que eles sejam, pois, na realidade, são consequências de nossas atitudes menos felizes nas vidas passadas, ou então são necessárias á nossa própria evolução.
A prece é um sustentáculo da alma, mas não é suficiente por si só: é necessário que nos apoiemos numa fé ardente na bondade de Deus. Temos ouvido frequentemente que Ele não põe um fardo pesado em ombros frágeis. O fardo é proporcional às forças, como a recompensa será proporcional à resignação e à coragem. A recompensa será tanto mais esplendecente, quanto mais penosa tiver sido a aflição. Mas essa recompensa deve ser merecida, e é por isso que a vida está cheia de atribulações.
Dizer que amamos Deus quando tudo corre bem em nossa vida é fácil.

 

 


 

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